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Poesia: China
 

A maior das gauchadas
Que há na Sagrada Escritura,
- Falo como criatura,
Mas penso que não me engano! -
É aquela, em que o Soberano,
Na sua pressa divina,
Resolveu fazer a china
Da costela do Paisano!

Bendita china ga├║cha
Que ├ęs a rainha do pampa,
E tens na divina estampa
Um quê de nobre e altivo.
├ës perfume, ├ęs lenitivo
Que nos encanta e suaviza
E num minuto escraviza
O ├şndio mais primitivo!

Fruto selvagem do pago,
Potranquita redomona,
Teus feiti├žos de madona
Já manearam muito cuera,
E o teu andar de pantera,
Retovado de mal├şcia
Nesta quer├¬ncia patr├şcia
Fez muito rancho tapera!

Refletem teus olhos negros
Velhas orgias pagãs
E a beleza das manhãs,
Quando no campo clareia...
At├ę o sol que te bronzeia
Beijando-te a estampa esguia
Faz de ti, prenda bravia
Uma pampeana sereia!

Jamais algu├ęm contestou
O teu cetro de realeza!
E o trono da natureza
├ë teu, chinoca linda├ža...
Pois tu refletes com gra├ža
As fidalgas A├žorianas
Charruas e Castelhanas
Vertentes Vivas da Ra├ža!

A mimosa curvatura
Desse teu corpo moreno
É o pago em ponto pequeno
Feito com arte divina,
E o teu colo que se empina
Quando suspiras com ânsia
São dois cerros na distância
Cobertos pela neblina.

Quem não te adora o cabelo
mais negro que o picumã?
E essa boca de romã
Nascida para o afago,
Como que a pedir um trago
Desse licor proibido
Que o ├şndio bebe escondido
Desde a forma├ž├úo do Pago?

Pra mim tu pealaste os anjos
Na armada do teu sorriso,
Fugindo do Para├şso,
Para esta campanha agreste,
E nalgum ritual campestre,
Por for├ža do teu encanto,
Transformaste o pago santo
Num para├şso terrestre!


Autor: Jayme Caetano Braun

 
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