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Poesia: Baio Gateado
 
Sinal sete sete quatro.
Marca jota-cê barrado.
Meu pingo baio gateado
Tapejara da fronteira.
Cabeça esperta, faceira,
Pede boca e não dá trégua.
Seu dia tem doze léguas
De pura marcha estradeira.

Não montei melhor cavalo
Andador de contra-passo.
Bom de boca e campeiraço,
Cincha solito um novilho.
Apartei-o ainda potrilho
Pra ser cavalo de lei.
E, cavalo que eu domei
Se apresenta pro lombilho,
É quebra o baio gateado...
E qual gateado não é?
Mas não me deixa de-a-pé
Nem refuga campeireada.
Já quebrou muita geada,
Já empurrou muita porteira,
Já varou noites inteiras
Em surungos de ramada.

Guasqueei, pra ele, umas garras
Num mês de julho chuvoso.
Gaudério, mas caprichoso,
Me orgulho do meu gateado.
Sou pachola e entonado
Porque sei que o chinaredo
Comenta, apontando o dedo:
-Lá vai o Moro Machado.


Autor: Iberê Machado

 
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